Nos últimos dias, ando ocupado mexendo com toda a papelada do meu estágio. Como o centro de pesquisas onde trabalharei está a cerca de 26 km da cidade onde vivo, tenho andado bastante de ônibus e, por isso, observado por mais tempo a dinâmica de uma estação de ônibus, mas sob uma visão mais pessoal e emotiva do que profissional e técnica, por viajar sozinho e estar me preparando para um próximo nível na vida.

Mais recentemente, na minha última viagem, enquanto esperava pelo ônibus de volta para casa na rodoviária de Cachoeira Paulista, uma bela canção de Milton Nascimento começou a tocar em minha mente:

Encontros e Despedidas
Milton Nascimento e Fernando Brant

Mande notícias do mundo de lá
Diz quem fica
me dê um abraço
Venha me apertar
Tô chegando
Coisa que gosto
É poder partir
Sem ter plano
Melhor ainda
É poder voltar
Quando quero

Todos os dias
É um vai e vem
A vida se repete
Na estação
Tem gente que chega
Pra ficar
Tem gente que vai
Pra nunca mais
Tem gente que vem
E quer voltar
Tem gente que vai
E quer ficar
Tem gente que veio
Só olhar
Tem gente a sorrir
E a chorar
E assim chegar
E partir
São só dois lados da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem da partida
A hora do encontro
É também despedida
A plataforma desta estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida

E a letra dessa música não sai de meus pensamentos desde então.

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